quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Semana Europeia da Mobilidade

A Semana Europeia da Mobilidade (SEM) é uma iniciativa da Comissão Europeia que  visa promover uma mudança comportamental no sentido de uma cultura de mobilidade urbana mais sustentável.

Este ano, a 18.ª edição da Semana Europeia da Mobilidade decorre de 16 a 22 de setembro e tem como lema:  «Caminhar e Pedalar em Segurança», e com o slogan «Caminha connosco». Como habitualmente, a iniciativa encerrará no dia 22, com a realização da 20.ª edição do Dia Europeu Sem Carros.
Em Portugal, que participa na iniciativa europeia desde a primeira hora, tem-se vindo a gerar um grande movimento de adesão, não só por parte do público, como através de um número crescente de parceiros que colaboram ativamente com as autarquias envolvidas.
Anualmente, qualquer autarquia tem a oportunidade de participar nesta iniciativa fazendo a sua inscrição online no site europeu.
Recorde-se que o Governo aprovou a Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa Ciclável (ENMAC) 2020-2030, publicada a 2 de agosto de 2019, que se constitui como uma estratégia integrada na área da mobilidade, «assegurando a promoção do uso da bicicleta, a consequente adoção de hábitos de vida mais saudáveis e o investimento na construção de ciclovias».
Os objetivos desta estratégia incluem a colocação de Portugal ao nível de outros países onde esta prática já está enraizada, permitindo maximizar benefícios para a saúde das populações, retirar carros das ruas, devolver espaço público, aliviar o congestionamento urbano, baixar os níveis de ruído e reduzir a poluição atmosférica. Mais informações aqui.
Dos 2 municípios a que o ACeS do Cávado III pertence, apenas Barcelos aderiu à Semana Europeia da Mobilidade.
No Município de Barcelos durante uma semana são várias as actividades organizadas dirigidas a todas as idades.
De realçar que até domingo, os munícipes podem utilizar o transporte urbano “BarcelosBus”, gratuitamente, das 7h00 às 20h30.
Nesta quinta-feira, o Grupo Operacional da Deficiência promove o Festival de Rua-Pegada Inclusiva e, às 19h00, o programa Barcelos Saudável promove mais uma vez o desporto de rua, no Parque da Cidade.
Esta sexta-feira, dia 20 de Setembro, é dedicado ao desporto ao ar livre, na Avenida da Liberdade, com uma mega aula de combat, entre outros desportos amadores.
No dia 21 de Setembro, das 9h00 às 12h30, realiza-se um passeio que inicia com uma viagem de autocarro, seguido de caminhada e passeio de barco e termina com uma viagem de autocarro, com partida na Avenida da Liberdade. No mesmo dia, das 10h00 às 17h00, estará patente na Avenida da Liberdade uma exposição e test drive de carros eléctricos bem como uma mostra de bicicletas.
A festa das cores “Friends Holi Color” encerra a Semana Europeia da Mobilidade no dia 22 de Setembro, às 15h00, na frente ribeirinha com uma mega aula de zumba, actuação de dj’s e do cantor Marcus. A entrada é livre e pretende também sensibilizar para a questão do sedentarismo.
O programa da Semana Europeia da Mobilidade conta ainda, todos os dias das 10h00 às 17h00, com o circuito de trânsito “Barcelos em Movimento” e Passeio de Lagarta Eléctrica, na Avenida da Liberdade e na Rua Direita.
Para mais informações consulte aqui.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Perfil dos alimentos e bebidas com publicidade restrita a menores de 16 anos


Definido o perfil dos alimentos e bebidas com publicidade restrita a menores de 16 anos

O perfil nutricional dos alimentos e bebidas que passam a ter restrições à publicidade a menores de 16 anos foi publicado no Despacho n.º 7450-A/2019, de 21/08.
O perfil nutricional surge no seguimento da lei aprovada em abril, destinada a restringir determinada publicidade dirigida a crianças. A lei então aprovada incumbia a Direção-Geral da Saúde (DGS) de identificar os produtos alimentares com elevado valor energético, teor de sal, açúcar, ácidos gordos saturados e ácidos gordos ‘trans’.
Na prática, a partir de outubro, a publicidade dirigida a menores de 16 anos vai sofrer alterações significativas: bolachas e leites achocolatados, 90% dos cereais de pequeno-almoço e 72% dos iogurtes no mercado não vão ser publicitados perto de escolas e parques infantis e vão sair dos ecrãs, redes sociais, televisão e rádio.
As novas regras publicitárias têm por base limites que seguem as recomendações da Organização Mundial da Saúde e a legislação da União Europeia, bem como a mais recente evidência científica. Nela inserem-se categorias de produtos como chocolates, barras energéticas, bolos e outros produtos de pastelaria cuja publicidade será limitada se excederem as 40 kcal ou integrarem na sua composição mais de 5 gramas de açúcar ou 1,5 gramas de ácidos gordos saturados por cada 100 gramas. Estes são os valores-limite definidos para estas categorias, porém estes valores diferem entre as diferentes categorias de produtos alimentares.
De acordo com uma análise da DGS, nenhum produto na categoria de bolachas e leites achocolatados e aromatizados vendidos em Portugal «está apto para publicidade dirigida a menores de 16 anos». Na lista há ainda manteiga, queijos, pão, preparados de carne e conservas.
A tabela que define os valores-limite a considerar na identificação destes produtos surge no seguimento da Lei n.º 30/2019, de 23 de abril, que incumbe a Direção-Geral da Saúde de identificar os géneros alimentícios que contenham elevado valor energético, teor de sal, açúcar, ácidos gordos saturados e ácidos gordos trans. Esta lista vem concretizar as alterações ao Código da Publicidade, com o objetivo de desincentivar o consumo deste tipo de produtos e incentivar uma alimentação variada, equilibrada e saudável nas crianças portuguesas.
A lista é exaustiva, abrangendo o leite achocolatado ou aromatizado, iogurtes, manteiga, queijos, pão, refeições pré-preparadas, bolachas, cereais de pequeno-almoço, preparados de carne ou conservas que ultrapassem os limiares definidos. Entre as bebidas estão refrigerantes, néctares e sumos de fruta, que não podem exceder as 20 kcal ou 2,5 gramas de açúcar. Acima destes valores não será autorizada a publicidade a menores de 16 anos junto de escolas e parques infantis, no cinema, na internet e em programas televisivos e de rádio para audiências específicas e em determinados períodos. 
Com esta medida, o Governo prossegue o objetivo de reduzir o consumo excessivo de sal, açúcar e gorduras saturadas, que estão associados ao desenvolvimento de doenças crónicas, em especial obesidade, doenças cardiovasculares e doenças oncológicas.
Poderá ter acesso a mais informações aqui. 

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Saúde Ocupacional


Saúde Ocupacional (SO) é um conceito global que reúne intervenções políticas, médicas, técnicas ou outras com a finalidade de promover e proteger a saúde dos trabalhadores nos locais de trabalho. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS), define objectivos primordiais nesta área e propõe a sua implementação para a melhoria da saúde dos trabalhadores, com propostas dirigidas aos estados membros, apoiada na rede de colaboradores internacionais, e acções conjuntas com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Segundo a mesma Organização, a finalidade dos serviços de SO consiste na promoção de “condições de trabalho que garantam o mais elevado grau de qualidade de vida no trabalho protegendo a saúde dos trabalhadores, promovendo o seu bem-estar físico, mental e social e prevenindo a doença e os acidentes”.
O Programa Nacional de Saúde Ocupacional, da Direcção Geral da Saúde, propõe a organização de serviços de segurança e saúde no trabalho na administração pública, tanto a nível central, regional e local, como a nível empresarial. A estratégia nacional para a segurança e a saúde no trabalho, tornou clara a necessidade da intervenção da saúde na promoção da qualidade e das condições de trabalho.
Umbilicalmente associado à SO está o risco profissional, que consiste na possibilidade do trabalhador sofrer dano(s) pela realização do trabalho que efectua.
Todo o tipo de trabalho apresenta riscos para a saúde do trabalhador, pelo que se torna essencial a análise de todos da actividade desenvolvida, de modo que sejam adoptadas/implementadas medidas técnicas de prevenção:
  • Substituição das substâncias perigosas por outras menos perigosas, sempre que possível.
  • Arejamento dos locais de trabalho.
  • Exaustão localizada.
  • Isolamento parcial ou total de processos perigosos, sempre que possível.
  • Armazenagem e correta rotulagem de embalagens.
  • Informação e formação ao trabalhador.
  • Utilização de equipamentos de protecção colectiva (EPC) e equipamentos de protecção individual (EPI).
  • Vigilância do estado de saúde.

Nota: Elaborado por Adérito Gomes, Adérito Gomes Enfermeiro Chefe com especialidade em Saúde Comunitária da Unidade de Saúde Pública Barcelos/Esposende. Fotografia da profissional da autoria de Dario Silva. Fotografia do topo da notícia obtida a partir do banco de imagens grátis pixabay.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

O stress


Segundo a infopédia - Dicionário da Porto Editora, o “Stress é um Anglicismo, cada vez mais utilizado, e que significa resposta inespecífica a uma solicitação e que, fazendo parte da rotina e preocupações da vida diária, necessita que o organismo faça um certo esforço de adaptação”.


 O stress faz parte da nossa vida e pode não ser algo de negativo em si mesmo. A ansiedade que ele provoca pode até ser um mecanismo saudável, já que nos impele a tomar decisões, a avançar e a resolver problemas. É óbvio, desde que não ultrapasse determinados limites. O problema reside aí mesmo. É que, ao contrário de muitas doenças (tensão arterial, a diabetes, e outras) não se pode medir e avaliar, por isso não temos a noção do seu grau de existência. No, entanto, sabe-se que o stress pode destruir o bem-estar, diminuir a qualidade de vida e desencadear ou agravar determinadas doenças. Por, isso, é importante saber lidar com o stress, sendo necessário usar algumas estratégias para minimiza-lo e tentar levar uma vida mais calma, dentro do possível.

Para prevenir o stress do seu dia-a-dia deve estar atento aos sinais exteriores e depois relaciona-los com os acontecimentos, para depois poder actuar. Nunca, mas nunca, vá contra a sua natureza, aprenda a dizer não. Deve libertar-se de obrigações ou de responsabilidades excessivas quando sabe, a priori, que o tempo ou as exigências são impossíveis de cumprir e que elas lhe vão causar ansiedade e stress.

Não controle as tensões e as emoções em demasia porque causam danos físicos e emocionais. Desabafe, exteriorize o que lhe vai na alma, porque faz bem à saúde. Opte por pensamentos positivos, contrariando as ideias negativas das situações, seja mais confiante e flexível e verá que vai aumentar as suas resistências orgânicas. A actividade física regular e uma dieta equilibrada fortalecerá o seu corpo das agressões externas e sentirá uma sensação de bem-estar. Outra coisa, que também é importante, é saber gerir o seu tempo. Procure conduzir o seu tempo e não o contrário. A família, o lazer e o descanso devem ser intercalados com o trabalho. Durma entre seis a oito horas por noite. Maus hábitos de sono estão associados a problemas de memória, de concentração, de hipertensão, ansiedade e stress.

“Lembre-se que minguem o respeitará se não se souber respeitar”.

Nota: Elaborado por Amâncio Ferreira, Técnico de Saúde Ambiental da Unidade de Saúde Pública Barcelos/Esposende. Fotografia da profissional da autoria de Dario Silva. Fotografia do topo da notícia obtida a partir do banco de imagens grátis MorgueFile.


quarta-feira, 7 de agosto de 2019

O que fazer com as agulhas e seringas usadas para a diabetes

O problema é tão antigo como a doença. As agulhas e seringas usadas para a diabetes na casa de cada um não têm um tratamento próprio e acabam no lixo comum em aterros. Tendo em conta que a diabetes é uma patologia que afecta 13,3 % da população portuguesa, e embora nem todos os doentes façam esta terapêutica, existem "cerca de 650 mil unidades por dia que não têm destino correcto para onde ser reencaminhadas", refere a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP).

Os prestadores de saúde, públicos ou privados (hospital, centros de saúde, clínicas particulares, consultórios dentários, etc.), possuem sistemas de recolha de resíduos hospitalares, onde se incluem as agulhas e seringas usadas. Estes são recolhidos em contentores devidamente identificados e transportados para incineradoras adequadas.

O problema coloca-se quanto à solução a dar às agulhas e seringas usadas em casa. Enquanto a nível central não se tomam decisões para resolver este problema, as farmácias não aceitam estes resíduos, nem o Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) do Cávado III - Barcelos/Esposende ou o Município de Barcelos ou Esposende.

Há, no entanto, quem não tente tapar o sol com a peneira e procure encontrar soluções para o problema. É o caso do Município de S. João da Madeira que começou em maio deste ano a distribuir mini contentores para recolha de agulhas, lancetas e seringas de administração de insulina. Depois de feita a recolha, o município responsabiliza-se por eliminar os materiais de forma responsável e ambientalmente segura.

Mas afinal qual é o risco das agulhas, lancetas e seringas de administração de insulina irem misturadas no lixo comum?

Além do risco de picadas e corte que existem para os trabalhadores responsáveis pela recolha dos resíduos sólidos urbanos, ainda é preciso ter em conta que estes poderão ficar contaminados com vírus presentes nestes resíduos, bem como, ao serem encaminhados misturados com os resíduos comuns, as agulhas, lancetas e seringas, acabarem depositados em aterros sanitários, com a possibilidade de serem arrastados pelas chuvas até cursos de água (em Viana do Castelo, por exemplo, em apenas quatro actividades de monitorização foram recolhidos mais de duzentos quilogramas de lixo nas suas praias. “Os resíduos vão desde vassouras a molas da roupa, peças de fogo-de-artifício, seringas, tampões auriculares, frascos para análises clínicas, cotonetes e fitas de identificação de hospitais”, revelou em outubro de 2018 o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental do município).

Cabe-nos a todos, enquanto cidadãos, exigir junto das Juntas de Freguesia e Município que seja resolvido este problema, encontrando soluções como as que o Município de S. João da Madeira teve a iniciativa de encontrar. 

Até lá, aconselham-se as pessoas a colocarem estes resíduos dentro de uma garrafa de 1,5 litros de água vazia antes de colocar no lixo comum. 

Nota: Elaborado por Paulo Martins, Técnico de Saúde Ambiental. Imagem retirada da biblioteca de imagens Getty Images.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Programa Nacional de Vacinação


A vacinação é reconhecida como um direito fundamental. A este propósito relembramos palavras sábias de Nelson Mandela: “através da vacinação milhões de crianças foram salvas e tiveram a possibilidade de viverem com mais saúde, mais tempo e melhor, uma vez que foram maiores as hipóteses para aprender, brincar, ler e escrever, sem sofrimento”.

Mandela tinha razão.

É verdade que os programas de vacinação universais promovem a equidade, proporcionam igualdade de oportunidades, protegem a saúde e previnem doenças, independentemente do género, da etnia, da cor da pele, da religião, do estatuto social, dos rendimentos familiares ou das ideologias.

Este é o princípio seguido pelo Programa Nacional de Vacinação, criado em Portugal há mais de 50 anos e, desde então, gerido pela Direção-Geral da Saúde. Um exemplo de boas práticas e de eficiência em políticas públicas. Para tal é assessorada pela Comissão Técnica de Vacinação e por especialistas que acompanham os progressos, avaliam e asseguram a revisão do Programa Nacional de Vacinação sempre que necessário. É neste contexto, que em janeiro de 2017 se iniciou o novo esquema do Programa Nacional de Vacinação, atualizado de acordo com a realidade portuguesa e fundamentado em comprovação científica. Continua, naturalmente, com elevados padrões de qualidade que sempre o caracterizaram.

Está, cientificamente comprovado, que uma elevada cobertura vacinal permite imunizar quem é vacinado, mas também evitar a propagação de doenças, uma vez que a imunidade de grupo impede a circulação de agentes patogénicos; ressalta deste facto que todos, sem exceção, devemos fazer a vacinação adequada à idade que temos.

O Programa Nacional de Vacinação já mudou o perfil das doenças infeciosas em Portugal:
  • Reduziu a mortalidade infantil.
  • Erradicou a varíola.
  • Eliminou a paralisia infantil, a rubéola, o sarampo. (Recentemente tivemos casos de sarampo e rubéola, mas tudo indica que são casos importados e atualmente controlados).

Para todos os efeitos o nosso Programa Nacional de Vacinação tem-se traduzido num assinalável sucesso.

Podemos vacinar-nos nos centros de saúde, hospitais e outros serviços de saúde devidamente autorizados. As vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Vacinação são gratuitas.

Finalizo com a seguinte frase:
A redução da mortalidade e o crescimento populacional deve-se essencialmente a dois factos:

          1º- Disponibilização de água potável às populações.
          2º - Disponibilização de vacinas às populações.


Nota: Elaborado por Adérito Gomes, Adérito Gomes Enfermeiro Chefe com especialidade em Saúde Comunitária da Unidade de Saúde Pública Barcelos/Esposende. Fotografia da profissional da autoria de Dario Silva. Fotografia do topo da notícia obtida a partir do banco de imagens grátis pixabay.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Alimentação no 1º ano de vida: conheça o seu filho.


Introdução
Pretende-se divulgar recomendações relativas à alimentação no primeiro ano de vida em geral e em particular à idade de início e tipo de alimentos a introduzir tendo por
base a evidência científica, relativamente a efeitos a curto e longo termo para a saúde.

Igualmente se pretende ajudar os pais, os familiares e a população em geral a reflectirem sobre as razões, aparentemente inexistentes ou insondáveis de comportamentos alimentares dos bebés e crianças.

O aleitamento materno
Para a Organização Mundial de Saúde, aleitamento materno exclusivo significa que o lactente recebe unicamente leite materno e nenhum outro líquido ou sólido à excepção de gotas ou xaropes de vitaminas, suplementos minerais ou fármacos.
O aleitamento será predominante, se além do leite materno o lactente receber outros líquidos não lácteos, tais como água e chás sem conteúdo energético. Um e outro representam o aleitamento materno total. O aleitamento será misto, se além do leite materno o lactente receber uma fórmula infantil e será parcial se o aleitamento materno for acompanhado de alimentação complementar.
Embora o desejável seja o aleitamento materno exclusivo durante o primeiro semestre de vida, o aleitamento por um menor período ou o aleitamento parcial têm também um efeito benéfico. É ainda desejável que o aleitamento materno prossiga ao longo de todo o programa de diversificação alimentar e enquanto for mutuamente desejado pela mãe e lactente.
Múltiplos estudos científicos registam uma associação do aleitamento materno a um menor risco de otite média, gastroenterite aguda, infecções respiratórias baixas severas, dermatite atópica, asma, obesidade, diabetes de tipos 1 e 2, leucemia, síndrome de morte súbita no lactente e enterocolite necrotizante. Não se registou nenhuma associação entre o aleitamento materno em recém-nascidos de termo e o desempenho cognitivo.

Aspectos biológicos e de desenvolvimento associados à diversificação alimentar
1. Maturação fisiológica e neurológica
A maturação fisiológica da função gastrintestinal e renal é necessária para uma adequada digestão, absorção e metabolização dos alimentos para além do leite. De igual modo a evolução maturativa do neuro-desenvolvimento representa um processo necessário para uma progressão segura do plano de diversificação alimentar até à alimentação familiar.
É consensualmente reconhecido que do ponto de vista da evolução maturativa, o lactente normal de termo esteja preparado para o início da diversificação alimentar a partir dos 4 meses de vida.
Aos 4 meses o lactente ganha uma maior estabilidade maxilar e do pescoço e o padrão primitivo de sucção começa a modificar-se.
Entre os 5 e os 8 meses ocorre uma transição progressiva das funções oromotoras com a passagem da sucção para a mastigação.
A partir deste período o lactente desenvolve assim a capacidade de mastigação devendo esse processo ser estimulado de modo a facilitar a integração na alimentação familiar.
Há um período crítico para a introdução de sólidos na alimentação do lactente. Se a sua introdução não ocorrer até aos 10 meses, aumentará o risco de dificuldades na alimentação com impacto negativo nos hábitos dietéticos em idades posteriores.

2. Aspectos nutricionais
A evidência científica tem demonstrado benefícios para a saúde com o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros 6 meses de vida. A partir desta idade o volume de leite ingerido é insuficiente, não sendo possível suprir adequadamente as necessidades energético-proteicas e em micro nutrientes. É assim necessário diversificar a alimentação a partir dos 5-6 meses de vida tendo em conta aspectos nutricionais e de desenvolvimento do lactente de modo a suprir adequadamente em nutrientes o lactente e a permitir uma transição entre a alimentação láctea exclusiva e a alimentação familiar.
A limitada evidência científica relativamente ao processo de diversificação alimentar reflecte-se em consideráveis diferenças entre as recomendações alimentares nos diferentes países.
Aspectos relacionados com culturas e tradições regionais justificam também essas diferenças.

3.A influência precoce das preferências alimentares
O aforismo “nós somos aquilo que comemos” é frequentemente utilizado para sublinhar o papel relevante da alimentação no desenvolvimento e bem estar do ser humano.
Se efectivamente somos aquilo que comemos então algo de errado se passará com a nossa alimentação, já que a taxa de excesso de peso e obesidade atinge cerca de um terço de adolescentes. Apesar de preocupante em si mesma, o grande problema associado à obesidade é a sua íntima correlação com a síndroma metabólica (conjunto de fatores de risco, essencialmente cardiovasculares, que têm por base a obesidade abdominal, em que os indivíduos portadores têm elevada probabilidade de desenvolver doença cardiovascular -ataque cardíaco e AVC- e diabetes, mesmo quando os fatores de risco estão apenas ligeiramente elevados), cuja incidência está também a aumentar na idade pediátrica.
Por outro lado, desde muito cedo nos habituamos a comer aquilo que comemos, como demonstram estudos em que a concordância de preferência para a maioria dos sabores se mantém entre os 2-3 anos e os 8 anos, com valores altos para pão, massas, sobremesas e valores baixos para fruta e vegetais crus ou cozinhados.
Muitos dos nossos comportamentos alimentares resultam de milhões de anos de evolução e programação genética. Foram-se seleccionando genes que determinavam comportamentos alimentares específicos, como a preferência pelos doces (maiores fornecedores de calorias), em detrimento dos amargos ou ácidos (associados a toxinas de plantas, principalmente alcalóides), bem como a preferência pelos alimentos gordos ou derivados da carne. Hoje, tal como nesse passado remoto, o bebé humano nasce com um gosto inato para o doce e uma aversão ao amargo. A preferência pelo salgado vai-se desenvolvendo a partir do segundo semestre de vida. O reconhecimento dos sabores é modulado por receptores localizados nos botões gustativos da língua e palato (TAS1 para os doces, TAS2 para os amargos).
Há estudos interessantes que põem em evidência que a sensibilidade ao sabor ácido tem uma base hereditária, embora não sejam conhecidos ainda os receptores ou os seus genes. Estudos em famílias demonstram que o gosto pela fruta se desenvolve progressivamente dos 6 aos 18m e se correlaciona positivamente com a capacidade de aceitar sabores mais ácidos (entre os 12-18m) e com a influência das mães. Por outro lado a sensibilidade ao sabor salgado parece depender mais de factores ambientais de exposição que de factores hereditários. Sabe-se que em crianças o interesse pelo salgado aumenta a partir do 2º semestre de vida até atingir um pico pelo 3-4 anos. A exposição mais precoce aumenta também o interesse por esse sabor. Curiosamente há estudos que revelam uma preferência pelo sabor salgado em crianças cujas mães sofreram de hiperemesia gravídica (caracterizada por náuseas e vómitos de tal forma graves que provocam perda de peso e desidratação) ou que apresentaram baixo peso à nascença.
A relutância em aceitar novos sabores (neofobias alimentares), que se acentua a partir do 1º ano de vida (o que, num momento em que a criança começa a deambular e mais exposta a possíveis alimentos tóxicos no seu ambiente, poderá ter trazido claras vantagens evolutivas) é um traço em que a hereditariedade desempenha um papel determinante. No entanto aqui também o tipo e textura do alimento condiciona o maior ou menor grau de neofobia, ou seja as crianças neofóbicas são-no preferencialmente para alimentos como a carne, vegetais ou frutas e menos para alimentos doces ou ricos em gordura. Conhecendo estes mecanismos que a evolução e seleção natural foi apurando é pois mais apropriado dizer que nós atualmente comemos o que somos ou, mais precisamente, que somos o que comemos há milhares de anos atrás. Estaremos então condenados pelos nossos genes a uma dieta monótona com os riscos que isso significa para o futuro (excesso de calorias, ingestão de substâncias potencialmente nocivas)? A resposta é não, porque podem contrariar-se os mecanismos inatos de preferência alimentar, através da experiência precoce, da familiarização com o sabor e da variedade alimentar.
Os botões gustativos estão completamente formados no feto pela 15ª semana de gestação e pela 25ª já parece haver neurónios olfactivos funcionais. Assim o feto está precocemente equipado para reconhecer sabores voláteis da dieta materna, entretanto transferidos para o líquido amniótico, quer através da deglutição, quer através da inalação deste. Esta capacidade de reconhecimento precoce de sabores presentes na dieta da grávida traduz-se em níveis de aceitação mais fácil dos mesmos quando administrados aos bebés frutos dessas gestações, na altura da diversificação alimentar, como bem ficou patente em estudos científicos. Outros trabalhos põem ainda em evidência a importância da passagem desses mesmos sabores através do leite materno, conferindo ao lactente amamentado uma maior capacidade para se adaptar à diversificação alimentar, nomeadamente a sabores de frutos e vegetais, desde que as mães os consumam enquanto amamentam.
Não fazem pois sentido as restrições em termo de alimentação (sobretudo quando incluem alimentos saudáveis) a que as mães que amamentam se impõem, por motivos variados que vão do medo das alergias à hipotética possibilidade de determinado alimento ingerido ser actor de cólicas no bebé, como o demonstra um estudo, em que 89% das mães que amamentaram eliminaram nesse período, na sua alimentação, um conjunto de produtos que incluía as couves, os feijões e as laranjas. A capacidade do bebé aceitar novos sabores, principalmente se amargos ou ácidos (vegetais e frutas) vai aumentando gradualmente à medida que se vai familiarizando com esse sabor e muitas vezes são precisas em média 11 tentativas para finalmente ter sucesso, pelo que se deve encorajar a persistência na oferta alimentar.
Uma outra estratégia de aceitação de sabores passa também pela variedade, precoce, dos alimentos oferecidos, sobretudo no campo dos vegetais, que induz nos bebés uma maior capacidade de gostar à primeira de alimentos que nunca haviam experimentado. É interessante verificar como estas estratégias aparentemente antagónicas funcionam igualmente bem e dependem muitas vezes de práticas culturais das sociedades, como ficou demonstrado num estudo em duas regiões equivalentes em França e na Alemanha, em que no primeiro destes países as mães preocupadas com a qualidade do sabor apresentam uma extrema variedade de vegetais com boa aceitação, ao contrário da Alemanha, com uma dieta mais monótona, em que o sabor acaba por ser aceite pela persistência com que é oferecido.
Estes factos demonstram que apenas a estratégia de “se não gosta não ofereço e só lhe apresento o que sei que ele gosta “ é que não funciona para a aquisição de uma paleta mais variada de alimentos.
Estes aspectos são tanto mais importantes quanto se sabe que a janela para a habituação aos sabores é estreita, começando a fechar-se pelos 2 anos e encerrando aos 3 anos, ou seja uma criança com um portfolio alimentar reduzido pelos 3 anos, vai manter essa monotonia alimentar até à adolescência, consumindo geralmente uma dieta rica em calorias mas pobre em nutrientes.
Hoje já não é a modificação genética a principal causa da adaptação às mudanças ambientais. Essa adaptação resulta da modificação de comportamentos aprendidos pela divulgação de informação.
Para induzir a modificação do comportamento alimentar (geneticamente determinado), os memes são hoje de primordial importância: positivos quando encorajam a variedade; negativos quando, por medos cientificamente pouco explicados (como por exemplo, o receio de alergias) afunilam a experiência alimentar e tornam ainda mais desajustado o nosso património genético ao ambiente em que ele se desenvolve.
Atentas a este facto, as últimas recomendações da American Academy of Pediatrics (AAP)  e da European Society for Paediatric Gastroenterology Hepatology and Nutrition (ESPGHAN) para a diversificação alimentar recusam o fundamentalismo alergológico e enfatizam o valor do aleitamento materno e da experiência precoce da variedade de sabores, descartando respectivamente dietas hipoalergénicas nas grávidas ou mães lactantes (como inúteis ou mesmo perniciosas) e o atraso na introdução de alimentos tradicionalmente considerados alergénicos, mesmo em famílias de risco.
Como médico, orientado para a prevenção, em que não estou apenas a velar pela saúde da criança, mas muito principalmente pela da do adulto em que se tornará, não devo e não posso estar alheio a estes aspectos e devo promover práticas conducentes ao alargamento atempado da experiência alimentar.






Nota: Elaborado por Aristides Sousa, Médico de Saúde Pública, Coordenador da Unidade de Saúde Pública Barcelos/Esposende.  Fotografia do topo da notícia obtida a partir do banco de imagens grátis pixabay.


quarta-feira, 24 de julho de 2019

As redes sociais e o adolescente

Um estudo realizado por médicos do Serviço de Pediatria do Hospital da Senhora da Oliveira Guimarães concluiu que 28% dos adolescentes da região de Guimarães e Vizela tem nas redes sociais a atividade que ocupa a maioria do seu tempo livre, mas em contrapartida 97% prefere estar com os seus amigos pessoalmente.

De acordo com o estudo, é notado também que os pais têm cada vez maior dificuldade em controlar o acesso dos filhos a estas plataformas e que a maior parte dos adolescentes já mentiu sobre a idade para ter acesso a conteúdo limitado, entendem que os conteúdos publicados não prejudicam a sua privacidade.
«As redes sociais e o adolescente» é o nome do estudo, realizado por Alícia Rebelo, Sofia Vasconcelos, Liliana Macedo e Miguel Salgado médicos do Serviço de Pediatria do Hospital de Guimarães. Os objetivos passaram por:
  • Caracterizar a utilização de redes sociais entre os adolescentes;
  • Avaliar o conhecimento dos adolescentes sobre os riscos associados;
  • Identificar o tipo de monitorização parental.

Para tal, contaram com 3.518 questionários validados a alunos de idades entre os 9 e os 21 anos do Agrupamento de Escolas Francisco de Holanda (Guimarães), do Agrupamento de Escolas de Infias (Vizela) e da Escola Secundária Martins Sarmento (Guimarães), durante o ano letivo 2017/18.
Dos resultados obtidos, no que se refere ao parâmetro de caracterização de utilização, destaca-se que 98% dos adolescentes são utilizadores de redes sociais, que iniciaram esta utilização entre os 10-12 anos e que o Youtube, o Instagram e o Facebook são as redes mais usadas. Ainda que utilizam estas redes várias vezes por dia, durante 1-2 horas, predominantemente à noite, que 28% tem nas redes sociais a atividade que ocupa a maioria do seu tempo livre, mas que 97% prefere estar com os seus amigos pessoalmente.
No parâmetro da monitorização parental, é constatado que 85% dos adolescentes teve autorização dos pais para criar conta de acesso, mas também que 85% afirma que os pais não sabem a palavra-passe de acesso a essa conta.
Temos de alertar os adolescentes, de uma forma aberta e honesta, dos riscos que correm nas redes
No capítulo da perceção do risco, destaca-se nas respostas que 65% já contactou com desconhecidos, que 61% já mentiu sobre a idade para ter acesso a conteúdo limitado e que os adolescentes entendem que os conteúdos publicados não prejudicam a sua privacidade e ainda que 39% considera que os conteúdos que publica não influenciarão o seu futuro.
Uma das médicas responsáveis pelo estudo, Alícia Rebelo, refere a propósito que «enquanto pediatras cabe-nos não só tratar as doenças dos adolescentes, mas também prevenir e promover o seu bem-estar geral. O acesso às redes sociais é uma realidade. É um acesso fácil, temos a tecnologia desse acesso no bolso, através por exemplo do smartphone. Entendemos que as redes sociais não devem ser diabolizadas. Elas têm muitos benefícios e vantagens, como o desenvolvimento de capacidades técnicas ou a interação entre pares. Mas têm também obviamente os seus riscos. Com este estudo tentamos perceber como podemos ajudar e educar para uma utilização segura e positiva destas redes sociais. Importa por exemplo salientar que os adolescentes utilizam as redes para interação com amigos, para conversar, e que 10% as utiliza para promover capacidades artísticas, como por exemplo partilhar fotos ou vídeos da sua autoria. A utilização das redes é uma atividade que pode e deve ser aproveitada de forma construtiva e benéfica para o adolescente».
As conclusões dos médicos apontam para que a tecnologia tem uma presença constante no quotidiano dos adolescentes, que o acesso às redes sociais é uma das atividades mais comuns entre os adolescentes, que o controlo parental é cada vez mais difícil no que diz respeito à monitorização dos conteúdos partilhados e das políticas de privacidade, mas também que o tema das redes sociais é atual e que requer intervenção na comunidade, alertando para os benefícios e riscos da sua utilização.
«O que temos que fazer é alertar os adolescentes, de uma forma aberta e honesta, dos riscos que correm nas redes. Se estiverem cientes disto, irão atuar de forma mais cautelosa, minimizando esses riscos e aproveitando os benefícios que estas redes sociais proporcionam», finaliza Alícia Rebelo.

Ébola, recomendações aos viajantes

Num comunicado emitido esta sexta-feira, dia 19 de julho, a Direção-Geral da Saúde (DGS) desaconselha viagens não indispensáveis a áreas afetadas República Democrática do Congo, devido ao surto de ébola.
De acordo com o comunicado, o Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou estado de Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional na República Democrática do Congo.
Portugal tem planos de contingência e orientações já implementadas para esta situação, que são objeto de revisão contínua. A DGS tem acompanhado a evolução do surto e procedido à divulgação de informação à rede de autoridades de saúde, hospitais de referência e parceiros relevantes.
O risco de introdução e propagação do vírus na União Europeia continua a ser muito baixo, mas só será nulo quando for interrompida a transmissão a nível local, na República Democrática do Congo.
Em caso de viagem indispensável, a DGS recomenda os seguintes cuidados:
  • Não contactar com doentes ou cadáveres infetados com Ébola;
  • Evitar o consumo de carne de caça e contacto com animais selvagens, vivos ou mortos;
  • Lavar e descascar a fruta e vegetais antes do seu consumo e utilizar apenas agua potável;
  • Lavar as mãos regularmente usando sabão ou antissépticos;
  • Garantir práticas sexuais seguras.

A DGS constituiu um grupo de trabalho para as medidas de preparação e reposta a esta Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional e atualizará a informação, sempre que necessário.
Para mais informações, consulte http://www.ebola.dgs.pt/

112 para cidadãos surdos

O Governo lançou uma linha de atendimento de emergência para cidadãos surdos. A aplicação MAI112 já está disponível para download através do site «112.pt» e em breve poderá ser descarregada diretamente nos smartphones através da Play Store (Android) e App Stores (iOS).
O projeto foi desenvolvido pelo Ministério da Administração Interna e pela Secretaria de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência e contou com o apoio da Federação Portuguesa das Associações de Surdos.
Trata-se de um serviço inovador que funciona através de videoconferência entre a pessoa surda que necessita de ajuda, o operador do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e por um intérprete de Língua Gestual Portuguesa que fará a tradução.
A aplicação inclui também geolocalização, enviando para o operador a localização da pessoa que efetua a chamada. Também é possível comunicar com o operador através do envio de uma mensagem de texto.
O serviço é gratuito e estará disponível em permanência 24 horas por dia, sete dias por semana, em todo o território nacional, para cidadãos portugueses ou estrangeiros. Para utilizar o serviço basta ter acesso à internet e fazer a instalação da aplicação no telemóvel.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Aquametragem

"O Hidro foi bafejado pela sorte. Em seu redor a água parece não ter fim. Mas o seu estado de alegria é interrompido por sinais de alerta. Afinal, a água é limitada e escassa. Será tarde demais? Conseguirá a família H2O mudar os seus comportamentos e gerir este recurso de forma eficiente, aplicando o princípio dos 5 R’s (Reduzir os consumos, Reduzir as perdas e desperdícios, Reutilizar a água, Reciclar a água e Recorrer a origens alternativas)?"

Esta é a sinopse da curta-metragem de animação “Aquametragem” que conta a história da família H20 que tem de aprender a gerir o consumo de água durante o seu dia-a-dia, aplicando o princípio dos 5 R’s: Reduzir os consumos; Reduzir as perdas e desperdícios; Reutilizar a água; Reciclar a água e Recorrer a origens alternativas.

O filme, de 6 minutos de duração, visa sensibilizar o público em geral para uma mudança de comportamentos no modo de consumo da água e para um uso eficiente deste bem, contribuindo assim para uma maior sustentabilidade hídrica. Escrito e realizado por Marina Lobo, “Aquametragem” é uma produção da Lisboa E-Nova – Agência de Energia e Ambiente de Lisboa em parceria com a EGEAC, a empresa municipal responsável pela gestão de equipamentos culturais de Lisboa, tendo sido financiada pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente.


quarta-feira, 17 de julho de 2019

Respeite quem trabalha na Estrada


Foi lançada uma campanha de segurança rodoviária em Portugal com o objetivo de alertar os condutores para os riscos que correm as equipas de intervenção que trabalham nas estradas e autoestradas portuguesas.


Sob o lema “Respeite quem trabalha na estrada” esta campanha foi criada, conjuntamente, pelas entidades que desenvolvem, muitas vezes, o seu trabalho nas vias portuguesas, concretamente a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Ascendi, a Guarda Nacional Republicana (GNR), o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), a Liga dos Bombeiros Portugueses e a Polícia de Segurança Pública (PSP). Com esta iniciativa, as entidades envolvidas, pretendem sensibilizar os condutores para o risco que correm as suas equipas e para o potencial impacto dos acidentes, que os automobilistas poderão provocar se não adotarem comportamentos de condução segura.

Esta campanha de segurança rodoviária faz parte de uma estratégia mais ampla que estas entidades têm vindo a desenvolver ao nível da segurança das suas equipas, servindo para atuar numa variável que não controlam – comportamentos dos condutores. O princípio é estar junto dos condutores, criar uma nova consciência e apelar à atenção e ao respeito por quem trabalha na estrada através de uma mensagem forte e diferente, ilustrada por representantes das várias entidades que, todos os dias, trabalham para que as vias de circulação se mantenham nas melhores condições.

A decorrer entre 15 de julho e 15 de setembro, a campanha vai dar a conhecer, em áreas de serviço das autoestradas da rede Ascendi, o impacto real de um sinistro expondo viaturas sinistradas da Ascendi, da GNR, do INEM, dos Bombeiros e da PSP. Em simultâneo, estas equipas que intervêm nas infraestruturas, vão partilhar a sua visão e distribuir folhetos de alerta para a segurança dos trabalhadores e de sensibilização para a adoção de comportamentos de condução correta por parte dos condutores. Adicionalmente, além de um spot publicitário de rádio, será lançada uma rúbrica na Rádio TSF com dicas de segurança rodoviária e alguns testemunhos das entidades envolvidas.

A campanha conta também com o apoio da Galp, Prio, e SIVA e TSF como parceiros que permitem maior abrangência à mensagem.



Selo excelência «Alimentação Saudável no Ensino Superior»


As candidaturas ao projeto selo excelência «Alimentação Saudável no Ensino Superior» estão abertas até ao dia 15 de setembro de 2019.

O projeto surge no âmbito do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) e da Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS), que pretende dar cumprimento a uma das medidas da EIPAS, nomeadamente «Promover iniciativas que incentivem a alimentação saudável junto da população universitária».

Esta iniciativa pretende conceder uma distinção pública, através da atribuição de uma menção distintiva, às universidades que promovam uma alimentação saudável e cumpram um conjunto de requisitos no âmbito da modificação da oferta alimentar das suas instituições.

É um projeto pioneiro a nível europeu e que resulta da experiência desenvolvida na Direção-Geral da Saúde (DGS) e na estratégia alimentar nacional nos últimos anos e ainda do trabalho mais recentemente desenvolvido pela Universidade do Porto.

Para efetivar a candidatura, as instituições de ensino superior que pretendam aderir ao Selo deverão consultar o «Guia para a atribuição do selo de excelência» (ver aqui)e enviar um email de manifestação de interesse para o seguinte endereço: alimentacaosaudaveles@dgs.min-saude.pt.

A atribuição do selo às instituições de ensino superior que se candidatarem a este projeto está prevista para julho de 2020.

Siga o assobio

Se tem entre 35 e 65 anos e acha que para praticar atividade física precisa de mais tempo, mais dinheiro, equipamento especial ou de estar em forma, então a campanha “Siga o Assobio” é para si. A Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), com o apoio da Federação Portuguesa de Futebol, estão empenhados em mostrar aos Portugueses que praticar atividade física pode ser fácil, acessível e entusiasmante.

Uma grande parte da população adulta Portuguesa tem dificuldades em integrar a prática de atividade física no seu dia a dia. Segundo o Eurobarómetro, a falta de tempo e de motivação são duas das principais razões apresentadas. Tendo em conta que é esta faixa da população que assume atualmente as decisões familiares e que continuará a ser agente social nos próximos 15-20 anos, o investimento na prevenção e determinantes da sua saúde é uma prioridade para a sociedade e sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

As campanhas de mass media para a promoção da atividade física são consideradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um dos melhores investimentos no contexto do combate às doenças crónicas não transmissíveis como a diabetes, as doenças cardiovasculares, ou a depressão. A utilização dos canais de comunicação em massa traz claras vantagens, por serem meios com um grande impacto, cobertura e eficácia, resultando num custo por contacto muito baixo, podendo contribuir para o aumento da literacia, influenciar atitudes e crenças e assim contribuir para a mudança de comportamentos.

A campanha “Siga o Assobio” é sustentada em teorias comportamentais e foi construída sob os princípios do Marketing Social para a Promoção da Saúde para aumentar a competência, oportunidade e motivação do público-alvo para a prática da atividade física.

Talvez a maior novidade que esta campanha traz é o facto de ser sustentada por um protocolo formal de avaliação de impacto, fazendo jus às melhores práticas nesta área.  Esta avaliação considera todos os objetivos da campanha: reconhecimento e afinidade, atitudes e crenças, motivações e intenção. Os resultados preliminares serão apresentados no último trimestre de 2019.

Campanhas de promoção da atividade física eficazes requerem canais de comunicação e mensagens consistentes e sustentadas ao longo do tempo, podendo demorar anos até se conseguir estabelecer uma relação causa-efeito nos indicadores de saúde da população.  A campanha “Siga O Assobio” é, por isso, parte de uma estratégia integrada do Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física da DGS, onde se incluem iniciativas como as consultas de atividade física no SNS ou a criação da Comissão Intersectorial para a Promoção da Atividade Física, todas com o objetivo de contribuir para um Portugal mais ativo e saudável.